07 Nov 2007 |
Cavaleiros de Santiago - Senhores da Lagoalva - 1193-1484 |
Cavaleiros de Santiago - Senhores da Lagoalva 1193-1484 (vol.1)Imagens & Letras, 2007, 142 pp.
O presente trabalho decorre da investigação levada a cabo pela autora acerca da ORDEM MILITAR DE SANTIAGO na região ribatejana, mais concretamente no termo de Santarém, concelho de Alpiarça. Num documento do tempo de D. Dinis (1317), a Lagoalva é identificada como Lacus Albus, denominação latina que corresponde aos vocábulos Lagoa Alva, remota identificação da terra que se situa no concelho de Alpiarça e que mantém, ainda hoje, o nome porqur ficou conhecida, desde tão recuadas eras. Isto seria, à partida, razão mais do que suficiente para despertar no leitor curioso da história local o interesse em aprofundar mais acerca do sítio, uma vasta fértil planície ribatejana, vizinha do grande rio que é também razão da sua fertilidade - o Tejo. Porém, a existência daquela terra ao longo desses quase setecentos anos, pode recuar ainda mais.
O nascimento da LAGOALVA para a História aconteceu no ano de 1193, quando governava o rei Povoador, ao fazer mercê dela à ordem de cavalaria conhecida pelo nome de ORDEM DE SANTIAGO. Feitas as contas, verifica-se um dado muito interessante: a Lagoalva tem o seu registo de nascimento cinquenta anos depois do nascimento de Portugal. Dos materiais recolhidos no arquivo da Torre do Tombo (IAN/TT) e do seu enquadramento, resultaram três volumes separados, sob o título comum de CAVALEIROS DE SANTIAGO SENHORES DA LAGOALVA, abrangendo cerca de sete séculos de História, dedicados a épocas diferentes da vivência daquele território monástico-militar. O presente volume é dedicado ao tempo que vai da doação desta terra, por D. Sancho I, aos cavaleiros MILLICIE SANCTI JACOBI até à época do Príncipe Perfeito, mais concretamente até ao ano de 1484, data em que teve lugar o Capítulo de Santarém daquela importante ordem monástica, no convento de S. Francisco da cidade, sendo que o volume 3 será dedicado ao período que vai do início do século XVII até aos primeiros anos do século XIX, pelas razões que, então, serão aduzidas. Pela raridade dum tão vasto e rico espólio documental, concernente a um só lugar e pelo interesse que isso terá para o estudo e divulgação da história local (como estamos em crer), desafia-se o leitor a deixar-se levar pelo tema e a descobrir algo mais que acrescente ao seu saber com as notícias sobre o passado desta região do Ribatejo. O livro tem o seguinte índice de assuntos: Prefácio |