18 Mar 2010 |
Adeus Valentina |
Adeus ValentinaVírgula, 2010, 122 pp.
Numa atmosfera intimista e cinematográfica, dominada pelo lirismo intenso da linguagem, a autora recupera a memória de um tempo, sob a forma de diálogo com Valentina, personagem que encarna um mundo à beira do fim, para onde apontem todas as alusões, designadamente, a crise dos reféns americanos em Teerão. Num enquadramento temporal que decorre da ascensão de Karol Woytila até à queda do muro de Berlim - acontecimento antevisto como uma situação de facto – as personagens cruzam-se e confrontam-se com os seus dramas em Sarajevo (da antiga Jugoslávia) para os quais, cada uma à sua maneira, busca uma saída, nomeadamente, através de paradigmas perdidos. Leia o excerto disponível aqui. |