Se saudades matassem... Cartas Íntimas do Infante D.João (VI) para a Irmã (1785-1787)
Chiado Editora, 2011, 591 pp.

A publicação das cartas do infante D. João - futuro rei D. João VI - para a irmã, D. Mariana Vitória, sendo ainda muito jovens, é a descoberta de um segredo bem guardado. Com a leitura delas o leitor acede à privacidade de uma figura nova e desconhecida do público, habituado a uma imagem nascida da ignorância e deformada pelo preconceito.
É alguém bem diferente a pessoa que as cartas revelam: uma alma generosa e compassiva cujos actos são norteados por valores onde se descortina a obediência a princípios maiores: altruísmo, tolerância e humildade assentes na renúnica e aceitação da vida que se lhe oferece, como sendo regida por algo superior.
Longe de aparentar fragilidade, contudo, D. João afigura-se um homem discreto, resoluto e determinado nos seus juízos, alicerçados na boa-fé de um coração maravilhoso, alguém a quem faltou o tempo e a circunstância para ser feliz.
O livro apresenta o seguinte índice:
Apresentação As cartas e o seu conteúdo Os duplos consórcios Se saudades matassem Notas finais D.Mariana Vitoria de Bragança - nota biográfica Cartas do infante D. João (VI) para a irmã Fontes manuscritas e impressas
La Menina - Retrato de Dona Carlota Joaquina nas Cartas Familiares Viagem ao Interior da Corte Portuguesa (1785-1790)
Chiado Editora, 2011, 395 pp. O livro está disponível nas principais livrarias do país e nos sítios Wook e Chiado Editora.

La Menina apela propositadamente ao quadro de Velásquez quando propõe ao leitor o reencontro com uma das figuras mais polémicas da nossa História, a partir da troca de cartas familiares entre as Cortes de Lisboa e Madrid, onde se dá a conhecer o dia-a-dia da jovem Carlota Joaquina. Com esta correspondência desvelam-se particularidades que anunciam já o temperamento vincado da futura rainha, na irrequietude do carácter e no castelhanismo da sua atitude.
O mimo e o cuidado que rodeiam a pequena infanta na Corte de D. Maria I são também pretexto para divulgar os meandros onde ela se move, bem como a intrigs velada que decorre das relações de bastidores, manejada pelos serviçais espanhóis da sua comitiva, enquanto agentes da política integrista de Carlos II e do despeito secreto de Maria Luísa de Parma.
É também uma oportunidade de descobrir aspectos da vida privada da Corte de Lisboa na sua itenerância, festas e usos que surpreendem pelo gosto e pelo requinte discreto do seu quotidiano.
O livro apresenta o seguinte índice:
Apresentação Da política de reaproximação aos duplos consórcios familiares Itinerários reais das famílias de Portugal e Espanha Leitura comparada das cartas Notas Finais Cartas de D. Ana Miquelina e outras Fontes manuscritas e impressas
Reedição
Vírgula, 2011, 463 pp.
Leopoldo Battisti: Influência de Coimbra no percurso estético e artístico do pintor italiano em Portugal (1889-1936)

Este livro foi o resultado de vários anos de pesquisa sobre materiais didácticos do ensino industrial e do espólio artístico do pintor e professor italiano Leopoldo Battistini, conhecido sobretudo como ceramista.
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Adeus Valentina
Vírgula, 2010, 122 pp.

Numa atmosfera intimista e cinematográfica, dominada pelo lirismo intenso da linguagem, a autora recupera a memória de um tempo, sob a forma de diálogo com Valentina, personagem que encarna um mundo à beira do fim, para onde apontem todas as alusões, designadamente, a crise dos reféns americanos em Teerão.
Num enquadramento temporal que decorre da ascensão de Karol Woytila até à queda do muro de Berlim - acontecimento antevisto como uma situação de facto – as personagens cruzam-se e confrontam-se com os seus dramas em Sarajevo (da antiga Jugoslávia) para os quais, cada uma à sua maneira, busca uma saída, nomeadamente, através de paradigmas perdidos.
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Vila de Rei com Vale de Cavalos - A Charneca
Cosmos, 2009, 364 pp.

É justo questionar-se alguém qual é o interesse, hoje em dia - quando a notícia se processa à velocidade da internet - escrever ou falar coisas do passado cujo registo chega ao nosso conhecimento, através dos pergaminhos antigos das velhas chancelarias régias, eclesiásticas ou particulares.
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O Testamento da Princesa do Brasil, D. Maria Benedita (1746-1829)
Tribuna da História, 2008, 248 pp. Comprar: Guarda-Mor

A infanta D. Maria Benedita foi princesa da Beira e do Brasil pelo casamento com D. José, herdeiro do trono na linha de sucessão da rainha D. Maria I, o que não se verificou devido à morte prematura do Príncipe. Neta do Rei Magnânimo, que ainda conheceu, Dona Maria Francisca era a quarta e última filha do rei D. José I e da rainha D. Mariana Vitória.
Era tida por muito bela, talvez por causa da sua aparência ao gosto da época: tez branca e rosada, olhos azuis e cabelo claro. Educada esmeradamente, tal como as suas três irmãs – a mais velha das quais a rainha D. Maria I – numa corte particularmente rica e ostensiva, a Princesa foi escolhida para noiva do futuro rei, seu sobrinho, com quem partilhava, segundo testemunhos não desmentidos, uma grande cumplicidade de opiniões, o talento para a leitura e para as artes e uma grande abertura face à modernidade no campo científico. Esteio moral da Família Real edificou, por sua própria iniciativa e à sua custa, o Asilo Militar de Runa. Apresenta-se o seu Testamento: um documento humano que se transforma, se quisermos, num retrato de quem o fez e também num espelho do país quanto aos usos.
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FRP - A minha memória da Inquisição
Caleidoscópio, 2008, 336 pp. Comprar: Livraria Bulhosa, Guarda-Mor

A partir de uma memória existente na Torre do Tombo, a autora reconstitui o tempo e as circunstâncias histórico-políticas de Fernão Roiz Penso, homem de negócios muito influente na corte de D. João IV, preso pela Inquisição.
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Cavaleiros de Santiago - Senhores da Lagoalva 1601-1835 (vol.3)
Imagens & Letras, 2007, 301 pp. Comprar: Guarda-Mor
Completa-se aqui o trabalho dedicado pela autora à comenda da Lagoalva da Ordem Militar de Santiago no concelho de Alpiarça. Desde o princípio tornou-se evidente que se trata dum conjunto documental inexplorado até agora, no âmbito da pesquisa e da análise, tendo por objectivo aquela parcela de terra ribatejana. Cobrindo um período longo da História de Portugal - desde os finais do século XII aos primeiros decénios do século XIX - podemos acompanhar os registos da memória local e da vida daquela comenda distribuído em três volumes, que se constituíram como etapas demarcadas, subjacente às vivências dos seus donatários.
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